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As cerimónias da festa Litúrgica da Beata Alexandrina centraram-se em torno de “Ser Esperança”, tal como Alexandrina teve sempre como linha condutora na sua vida, na sua missão e mensagem, ter Jesus como fonte de esperança e sendo esperança para muitos cristãos.

As cerimónias tiveram início no dia 12 à noite com a procissão de velas em honra de Nossa Senhora, seguido com uma reflexão, com o conferente Padre Dário Pedroso, S.J., em que focou Maria como Mãe de Esperança. Na sua reflexão mostrou-nos Maria como ser de Esperança, “que nasce do amor que tem a Deus e à sua Palavra…”, uma Mãe que nunca perdeu a Esperança “não desiste nunca de esperar, de acreditar…porque ama e se sente amada. A finalizar apela para que confiemos na Senhora da Esperança, pois Ela “providenciará, cuidará de ti, te ajudará nas lutas da vida…”

O dia 13 foi iniciado com a bênção da primeira pedra do Santuário Eucarístico Alexandrina de Balasar, realizando-se as assinaturas de protocolos entre a Fundação, equipas que integrarão o projecto, bom como autoridades.

De seguida realizou-se a Eucaristia do Doentes, presidida pro D. Jorge Ortiga que na sua homília, direccionada para a Juventude, já que estava a decorrer em Roma o Sínodo pelos Jovens referindo que a santidade seja um grande um desafio a propor como horizonte de sentido acessível a todos os jovens.

O Arcebispo Primaz apelou à juventude para que “possa, efectivamente, tomar caminho e aproximar-se mais de Cristo” fazendo analogia à vida da Beata Alexandrina, à sua juventude, em que ela não teve medo de seguir Jesus nas suas alegrias, nas suas dores, mas também “na pureza e autenticidade”, fazendo de Alexandrina um “modelo para a juventude, pois ela não foi só discípula, ela foi também missionária”.

Na conclusão ele apelou para que sejamos “acérrimos defensores das pessoas marginalizadas, das pessoas sem a dignidade humana, nós cristãos nos tornemos advogados dessa gente, para que a nossa vida seja testemunha do amor e da Esperança”. Tal como Alexandrina é modelo de juventude e de santidade desafiou os fiéis e também “…os doentes do mundo inteiro, a invocarem uma graça”, para a canonização da Beata Alexandrina.

Já na parte da tarde foi exposto o S.S.Sacramento, havendo uma palestra do Pe. Dário Pedroso, S.J. sobre “Alexandrina, Cristã de Esperança Viva”. Esta palestra assentou em pontos cruciais sobre a esperança  “dos fortes, dos que têm fé para remover montanhas[…] dos que têm o coração em Deus”. Alexandrina e a “vida intensa que viveu na esperança, alicerçada na fé e no amor”. Nas suas palavras falou da cruz que Alexandrina teve, porque “sempre acreditou na palavra do Mestre” e por fim em todas as lutas com que ela se deparou, sem nunca ter deixado de acreditar e lutar, devido a “ser alimentada pela Eucaristia, com a força que lhe vinha do coração”.

Finalizando estes dois dias de cerimónias, encerrou-se com a Eucaristia Festiva, presidida pelo Pe. Manuel Neiva que nas suas palavras referiu a esperança de Alexandrina na união que ela tinha com Jesus. Apontou a vida de Alexandrina em torno da Eucaristia, em “torno da palavra de Jesus, da escola de Jesus, seus Mestre.”

“Que a vida da Beata Alexandrina nos inspire, a ser melhor cristãos, que não desanimemos, que saibamos ser Esperança e acreditar”. Foi esta a mensagem conclusiva do Padre Manuel.

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