Escritos de Alexandrina

A Alexandrina é hoje conhecida e venerada e a sua mensagem propagada, graças aos escritos biográficos e diários que escreveu e aos testemunhos acerca dela escritos.

O Pe. Mariano Pinho, declara acerca dos mesmos:
«O que traz publicado das cartas da Alexandrina é do mais sublime. Nenhum artista soube dizer coisas tão belas. Já nos colóquios tinha lido coisas verdadeiramente admiráveis. Os poetas, mesmo os mais ilustres, teriam gostado de atingir aquelas alturas de intensidade, de emoção, de simplicidade e de beleza.»

“Venerado Prelado português”
Cit. in Pinho, Pe. Mariano; “No Calvário de Balasar”; pág. 2 (10)

Os seus principais escritos são:

Autobigrafia

A Autobigrafia, como o nome indica, é o registo por uma determinada pessoa acerca de si própria. A Alexandrina ditou a sua Autobiografia à sua irmã Deolinda e à amiga “Sãozinha”, uma vez que não tinha possibilidades físicas de o fazer. Na sua Autobiografia, Alexandrina conta as suas primeiras memórias até à época em se encontrava.

No dia 20 de Outubro de 1940, Alexandrina deu início à sua Autobiografia por obediência ao seu primeiro diretor espiritual, o Pe. Mariano Pinho, sacerdote jesuita.

Inicia-a deste modo:

«Balazar, 20 de outubro de 1940
Depois de uns momentos de oração, a implorar auxílios do Céu e a luz do Divino Espírito Santo para poder fazer o que o meu Padre espiritual me determinou, principio a descrever a minha vida, tal qual como Nosso Senhor ma for recordando, embora com grande sacrifício.
»

Autobiografia

Sentimentos da Alma

O Pe. Humberto Pasquale, sacerdote salesiano, tornou-se diretor espiritual de Alexandrina de 1944 até 1948, ano em que retornou a Itália. De lá, enviava cartas em resposta ás que recebia da parte de Alexandrina. Ela sentia-se muito compreendida por ele e pediu-lhe direção. Depois de uma breve conversa com o Pe. Mariano Pinho, primeiro diretor de Alexandrina, o Pe. Humberto aceitou.

Pouco depois de começar a dirigir Alexandrina, incumbiu-a de ditar à irmã Deolinda o que se ia passando, semana a semana, ainda que por vezes lhes fosse custoso: à Alexandrina, por colocar por escrito toda a sua intimidade com Jesus; à Deolinda porque já tinha muitas ocupações.

Nessa altura, o Pe. Humberto, mestre de noviços na casa salesiana de Mogofores (Anadia), pedia aos seus noviços para datilografar todas as preciosas páginas enviadas por Alexandrina. Hoje, estes registos constituem as maiores riquezas sobre a vida e mensagem de Alexandrina

Cartas ao Padre Mariano Pinho

Associado a Alexandrina, o Pe. Mariano Pinho foi vítima de calúnias e maldicência a seu respeito, sendo acusado gravemente de falsidades. No dia 1 de outubro de 1942, recebe uma ordem do seu Superior para que cessasse toda a comunicação “direta e indireta, pessoal ou escrita”. No dia 20 de fevereiro de 1946, foi exilado para Baía, Brasil, país onde permaneceu até à sua morte.

Durante o tempo em que Alexandrina e o seu primeiro diretor estiveram separados, desde 1942 até à morte de Alexandrina, trocaram cartas.

Estas breves cartas, eram ditadas à irmã, porque estava impossibilitada de manejar a pena. Só algumas vezes as acrescentava com alguma linha, que lhe custava verdadeiras agonias.

Também nas cartas, verificamos a profunda relação de amizade entre o Pe. Mariano Pinho e Alexandrina, para além de revelações espirituais.

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