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A morte de Alexandrina

A morte de Alexandrina foi um momento vivido com emoção pelos seus e por todos aqueles que a conheciam. Jesus confirmou-lhe o seu lugar no Céu; Alexandrina esperava confiadamente essa “hora”.

Balasar é destino de muitos devotos de Alexandrina que pedem a sua intercessão, junto ao seu túmulo.

Mensagem do Epitáfio

(escrito pelo seu próprio punho)

«Balasar, 14 de Julho de 1948:
Para a minha campa.

Pecadores, se as cinzas do meu corpo vos tem utilidade para vos salvardes, aproximai-vos, passai por cima delas, calcai-as até que desapareçam, mas não pequeis mais, não ofendais mais o nosso Jesus. Pecadores, tantas coisas quereria dizer-vos! Não me chegava este grande cemitério para as escrever!…
Convertei-vos! Não ofendais a Jesus, não queirais perdê-Lo eternamente!
Ele é tão bom! Basta de pecar! Amai-O! Amai-O!»

Pensamentos Soltos, 14/07/1948

Últimos dias de vida

Alexandrina morreu no dia 13 de outubro do ano de 1955, dia do aniversário da última aparição de Nossa Senhora em Fátima. O seu enterro foi vivido com muita emoção não só pelos seus conterrâneos mas também pelas pessoas que a conheciam, vindas de muitos pontos do país.

No seu diário espiritual dos seus últimos dias de vida, a Prof. Çãozinha regista tudo o que se foi sucedendo. Esse registo será intercalado com outros registo do Pe. Humberto.

«Às 19 horas disse:
“Vou para o Céu.”
Às 19h e 30m, exclamou:
“Vou para o Céu.”
A irmã retorquiu: “Mas não é já.”
Alexandrina respondeu: “É, é.”
Às 20h e 29m expirou. Conservou-se perfeitamente lúcida até ao último momento da sua existência

Funeral

Eis algumas transcrições livro biográfico do Pe. Humberto Pasquale, acerca do funeral de Alexandrina:

«O que houve de singular, e que parece único nos anais da morte, pois jamais li facto semelhante, foi essa romagem de milhares e milhares de pessoas que, começada à uma hora da tarde, continuou sem pausa, sem interrupção, durante a noite inteira até às 10 da manhã, hora da partida do cortejo fúnebre para a Igreja.

Eram pessoas de todas as categorias sociais: lentes de Medicina, médicos, advogados, comerciantes, industriais, capitalistas, artistas e a enorme massa de povo modesto e humilde. Milhares? Decerto.[…]

Quando a sua urna foi aberta na igreja paroquial, enquanto dezenas de sacerdotes diocesanos e religiosos cantavam o Ofício e se celebrava a Missa de corpo presente, o povo comprimia-se junto da urna. Todos queriam tocar naquele corpo que ali jazia, todos queriam beijar-lhe os pés e as mãos, aquelas mãos que, embora imobilizadas pela doença durante tantos anos foram uma coluna levantada para o Céu, com a potência das suas preces e das suas dores, atraindo misericórdias e graças.

Tão grande é o poder da oração!
Tão grande é o poder do sofrimento!

Lá se sepultou o seu corpo em campa rasa, humilde, como humílima foi toda a sua vida, e ficando voltado para o Sacrário da sua igreja, como havia pedido em vida.»

Mons. Mendes do Carmo
Cit. in Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág. 339 a 341; 1.ª edição

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