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Jejum Eucarístico

Alexandrina viveu, desde o dia 27 de Março de 1942, mais de treze anos em jejum e anúria. O seu alimento foi exclusivamente a Eucaristia.

Jesus declara-lhe

«Não te alimentarás jamais na terra. O teu alimento é a Minha Carne; o teu sangue é o Meu Divino Sangue; a tua vida é a Minha vida, de Mim a recebes, quando te bafejo e acalento, quando uno ao teu o Meu Coração. Não quero que uses medicina, a não ser aquela a que não possas atribuir alimentação. Esta ordem é para o teu médico; será ele que toma a tua defesa.

É grande milagre da tua vida.»
Sentimentos da Alma; 07/12/1946

Como foi provado?

Em 1943, um ano depois de Alexandrina ter começado o seu jejum e anúria completo, foi levada ao Hospital “Refúgio da Paralisia Infantil”, na Foz do Douro, para ser rigorosamente observada. Deste modo, ficou comprovado cientificamente o seu jejum.

Depois de tudo combinado, com muito custo Alexandrina deixa-se transportar até ao Porto. Lá, foi rigorosamente observada a cada momento. Para continuar esse trabalho de vigia, foi-lhe pedido para ficar ainda mais dez dias.

Quarenta dias no Refúgio da Paralisia Infantil Foz do Douro

«Uma das vigias informou do que se passava a meu respeito a um médico que não me conhecia nem conhecia o caso, o que levantou novas dúvidas. Atreveu-se esse médico a dizer que não podia ser, que as vigias facilmente se deixavam enganar e que só acreditaria mandando para lá enfermeiras da sua confiança.

O Sr. Dr. Araújo, um pouco indignado por não acreditarem na observação feita por ele, exigiu que o mesmo mandasse então uma pessoa da sua confiança. E escolheu uma irmã dele. Quando nós pensávamos ver suavizada a nossa dor, foi então que se nos pediu nova prova mais triste e dolorosa. O Dr. Araújo procurou convencer-nos de que era conveniente passar lá ainda dez dias, embora ele estivesse convencidíssimo da verdade e, contra a vontade de minha irmã, ele insistiu que era preciso ficar para convencer o outro médico. Eu respondi-lhe:

“Quem está trinta, está quarenta.”
Assim é que ficou resolvido. O Dr. Álvaro, na verdade, nem exigia tanto tempo, bastava-lhe só, para se convencer, que eu ficasse quarenta e oito horas sem comer e sem evacuar, e não exigia mais.»

Autobiografia

Relatório médico

Transcrevemos um excerto de dois relatórios médicos acerca do parecer médico sobre o jejum e a anúria de Alexandrina.

O primeiro excerto pertence ao relatório médico do Dr. Henrique Gomes de Araújo que dirigiu a observação médica realizada no Hospital “Refúgio da Paralisia Infantil”:

«É para nós inteiramente certo que, durante os quarenta dias de internamento, a doente não comeu nem bebeu; não urinou nem defecou, e esta circunstância leva-nos a crer que tais fenómenos possam vir a produzir-se de tempos anteriores. Não podemos duvidá-lo. Os treze meses, como nos informam? Não sabemos.»

O Dr. Araújo termina afirmando que, neste estranho caso, há pormenores «que pela sua importância fundamental de ordem biológica, tais a duração da abstinência do líquido e anúria, nos tornam suspensos, aguardando que uma explicação faça a verdadeira luz.»

Dr. Gomes de Araújo
Cit. in Pasquale, H.; “Alexandrina”; pág.170; 1.ª edição

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